Transformar objetos, como materiais de construção, peças industriais e tintas, em arte, é o que Flávio Cândido Freire mais sabe fazer. ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ
Ele nasceu em Gurjão, no Cariri paraibano. Hoje vive da arte em Campina Grande, no Agreste, se caracterizando pelo estilo artístico "disforme e exagerado", como ele mesmo considera.
O trabalho do artista traz, principalmente, toques do Surrealismo, Cubismo e Naif. Todas as peças dele são modelos únicos.
Cândido tem dois irmãos e foi criado pelos pais. Descobriu a arte na infância, em brincadeiras com jornais, argila e farinha. Sua primeira obra foi esculpir uma janela de madeira.
O artista passou a morar em Campina Grande aos 17 anos, onde se formou em filosofia pela Universidade Estadual da Paraíba. Assim, faz artes que carregam esse lado filosófico.
Atualmente, o artista reside com a esposa, a socióloga Georgia Araújo, com quem está casado há 13 anos.
Ele possui diversas esculturas urbanas espalhadas por Gurjão e em Campina Grande. Ele calcula ter feito mais de seis mil obras em 15 anos de carreira.
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Cândido é fundador do Bloco Jacaré do Açude Velho, um evento que criou para resgatar as tradicionais terças de carnaval em Campina Grande. O evento reúne milhares de foliões desde 2011.ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ
Eu não me defino apenas como artista visual, poeta e escultor, mas também como ativista cultural. No Bloco, da criação a confecção das alegorias, funde-se o criador e a criatura, o artista e o ativista.
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- Cândido Freire
Cândido já expôs e participou de várias premiações, entre elas o Prêmio Internacional Luxembourg Art Prize e o Amelinha Theorga (PB), ambos em 2020.
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Enquanto eu viver, suspirar, respirar, eu quero fazer obras de arte. Continuar trabalhando. Talvez meu próximo trabalho leve meu nome para o mundo.